Como já relatei aqui anteriormente, estive em Bonito, no Mato Grosso do Sul, com meu amigo e compadre Rubens. Naquela oportunidade, quase sem muito tempo para a cicloviagem, acabamos indo de Campo Grande até Bonito, e embora estivéssemos perto, não fomos ao Pantanal. A Carmo não pode ir e prometi a ela que um dia voltaria com ela para aquelas bandas.
Portanto, em 2009, mais precisamente no mês de maio, depois de ajeitarmos tudo, seguimos nós dois para Campo Grande. Traçamos um objetivo maior do que aquele com o Rubens, pois iríamos conhecer o Pantanal sul matogrossense. Partimos!
Dia primeiro já deixávamos Curitiba e chegávamos à capital do Mato Grosso do Sul, Campo Grande. Ficamos por lá passeando e conhecendo melhor a cidade, até o dia seguinte. Começamos a cicloviagem no dia 3.
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Campo Grande |
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Campo Grande |

Primeiro pegamos um temporal, depois calor, e o cansaço bateu. Paramos apenas duas vezes por mais tempo, para descansar, alimentar e hidratar, mas mesmo assim chegamos ao anoitecer na cidade.
Preferimos dormir em Anastácio, como da outra vez, já na saída para Miranda.
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Miranda |
Dia seguinte, 4, partimos para estrada em direção a Miranda, a pouco mais de 50 km dali. Viagem sossegada, sem problemas. Procuramos um hotel e depois fomos providenciar passagens de ônibus para Corumbá.
Combinei com a Carmo de não fazer o trajeto até Corumbá, no início do Pantanal, pedalando, e sim de ônibus, pois evitaríamos um desgaste e também adiantaríamos o passeio. Estávamos em mês de férias. Assim, já no dia seguinte, pela manhã, embarcamos para lá, cerca de 200 km.


Hora de seguir rumo ao lindo e desconhecido para nós, o Pantanal. Era dia 7 de maio de 2009, e pegamos a mesma estrada que chega na cidade (BR 262), pedalamos por cerca de 10 km, e ali começou a saga...
Entramos na Estrada Parque Pantanal Sul, que é a MS 228. Nosso objetivo do dia era o de cruzar uma pequena serra, passar por parte do pantanal e ficar abrigado em Porto da Manga, à beira do rio Paraguai.





No outro dia, 8 de maio, levantamos cedo, pegamos a balsa, e atravessamos para o outro lado. Dali mais 20 km e chegamos na curva do Leque, quando a rodovia passa a ser MS 184, continua a pavimentação em terra, até chegar ao asfalto novamente da BR 262.
Já em Corumbá, pela televisão, ouvíamos relatos de encontros com as belas, mas temidas, onças pintadas. No bar da Curva do Leque, ouvimos a mesma coisa. A Carmo, que já não estava muito tranquila com relação a isso, ficou um pouco mais assustada, e toda hora pediu para eu ficar atento.
Esse trecho começou com muita areia fofa, onde mal dava para pedalar. O calor se mantinha presente e, felizmente, um barzinho no caminho, nos propiciou uma boa reidratação. Ficamos por ali um tempinho descansando, quando a dona perguntou se não tínhamos medo de onça. - Sabe porquê? Ela disse apontando para a estrada, respondendo ao mesmo tempo. - É que meu marido dias desses voltava pela estrada, bem no lusco-fusco, e deu de cara com uma onça. Por sorte ela também se assustou e recuou.
Bem, dali pra frente a coisa ficou mais tensa (rs). Eu segui tentanto ver mais animais, fotografar, filmar, curtir, enfim. A Carmo atenta às onças... Mas não é que eu fiquei preocupado de verdade. Parei a bicicleta, aguardei a Carmo, e quando ela parou ao meu lado, disse:
- Carmo, vamos ficar parados um pouquinho por aqui?
- O que aconteceu? Você viu alguma coisa? Não minta pra mim.
- Não, tudo tranquilo, só acho que devemos ficar um pouco aqui; talvez descansando...
- Sergio, não minta, o que está acontecendo?
- Está bem, está bem. Vou mostrar. Tá vendo aquele ponto lá na frente?
- Não, aonde?
- Lá, mais para a esquerda, perto daqueles arbustos, meio sem cor. Olhe bem.
- Nossa! É uma onça?
- Sei lá. Se for é uma onça parda, porque não tem aquelas marcas típicas das pintadas.
- E agora, o que faremos?
- Vamos caminhar com as bicicletas, e chegar mais próximos. Daqui fica difícil afirmar.
- Certo.
Seguimos caminhando lentamente, quase sem fazer barulho, até que mais adiante tudo ficou bem claro. Era um pequeno jegue... Demos muita risada; risada amarela, seja dito.

Ali no Passo do Lontra procuramos informações sobre hospedagem, e também sobre a possibilidade de seguir até Miranda por outro meio, posto que de bicicleta, teríamos mais de 100 km com muito calor, e já passava das 14 horas. Fomos informados que era possível pegar um ônibus até lá; que ele parava na estrada.
Resolvemos arriscar e pegar esse ônibus. Lá na rodovia conseguimos mais informações, e às 15 horas um microônibus de linha, parou. Tinha pouco espaço, mas desmontei as bicicletas e consegui dar um jeito. Embarcamos e chegamos novamente a Miranda.
A história continua... fomos para Bonito, novamente Campo Grande, e depois ao Mato Grosso, passando por Cuiabá, Chapada dos Guimarães e Nobres (Bom Jardim). Logo conto.
A história continua... fomos para Bonito, novamente Campo Grande, e depois ao Mato Grosso, passando por Cuiabá, Chapada dos Guimarães e Nobres (Bom Jardim). Logo conto.