quinta-feira, 11 de outubro de 2012

NAGYKANIZSA

NAGYKANIZSA












Eram 08h30 quando deixamos a hospedaria, e logo procuramos a ciclovia que sabíamos de sua existência pelos mapas. Só agora, neste domingo um pouco cinzento, é que percebemos a beleza do lugar. O lago Balaton, em todo o seu entorno, possui residências de veraneio e muitos, mas muitos mesmo, hotéis, hospedarias, pensões e até resort. Ficamos imaginando o quanto seria movimentada a região no verão. Possui 592 km2 e por sua extensão e as praias, é chamado de Mar Húngaro.
O percurso alternava ciclovias, ruas compartilhadas e ciclo-faixas, sempre beirando o lago e passando por muitos balneários, quase todos com nome de Balaton alguma coisa, como “Balaton-fenyves”e “Balaton Lele”. Depois de 60 km, mais ou menos, tivemos que deixar a ciclovia e passar para a estrada. Só de lembrar da noite anterior já dava arrepios. No início aquela famosa placa com círculo vermelho por dentro e um “Y”, indicando em cada parte, a proibição da circulação de bicicletas, tratores e carroças. O que fazer? Nossos mapas indicavam ciclovias dando voltas e voltas para chegar a Nagjkanizsa, o lugar escolhido no mapa para passarmos a noite. Arriscamos. O trânsito estava tranquilo, mas pedalar numa estrada sem acostamento sempre é perigoso. Torcíamos para não aparecer algum carro de polícia. Teve um trecho em que apareceu uma carroça, um trator e nós de bicicleta – sinalização para inglês ver...
No km 70 paramos num posto de gasolina, junto a uma vila, e depois de fazer um bom lanche, pois passavam das 12h30, perguntei ao frentista e ele informou que não tinha problema algum seguir pedalando pela estrada “7”. Ficamos mais tranquilos...
Até esse ponto estava tudo plano, mas dali para frente algumas subidas apareceram e o vento, para variar, estava contra. O sol apareceu timidamente, mas foi o suficiente para esquentar. Quando percebemos que estávamos a uns 20 km da cidade, resolvemos colocar os piscas traseiros e os faróis dianteiros, mesmo sendo 16h00 (gato escaldado...). Na entrada da cidade novamente um carro da polícia, e um oficial do lado de fora. Não tinha como escapar, pois vínhamos no sentido da estrada “7”, e a outra estrada que dava ali no cruzamento era uma autoestrada, impossível de pedalar, é claro. Passamos sem olhar, na verdade quase fechei os olhos para não ver, e, felizmente, o oficial continuou do mesmo jeito, sem se mexer, Ufa! A Carmo fez uma saudação com a cabeça. A entrada da cidade estava a uns 300 metros dali, e depois foi só chegar ao centro e encontrar um lugar para dormir. Depois de tantas pedaladas - só hoje foram 110 km, e no total mais de 1300 -, resolvemos nos dar de presente um “Hotel”, e não um “Hostel“ (Albergue). Tomamos um bom banho e ficamos olhando pela janela um temporal se formar, que depois se transformou numa forte chuva. Até agora estamos com sorte.

2 comentários:

  1. Aventureiros sortudos!!! Bela crônica! Abraço

    ResponderExcluir
  2. Obrigado Paulo. Você sempre gentil. Esse é o meu livro, ao "vivo", kkkk.

    ResponderExcluir